arteira.

pois é. tô arteira hj. meu braço direito tá doendo há uma semana e continuo insistindo em ficar aqui mais tempo do que meu juízo manda. aliás, faz um certo tempo que meu juízo manda em terra-de-ninguém. ele manda e eu não obedeço. ambos já sabemos disso e ele nem estranha mais. confesso a vcs que por diversas vezes sei (mto bem sabido) que era melhor obedecê-lo e evitar minha meninice. mas qse sempre não sei evitar. tento, é verdade, mas não sei evitar. agora estou aqui, nessa 6a.feira fria com dor no braço, sozinha em casa com o pensamento longe. mas por enqto vim só dar oi mesmo. não sei se continuo nessa brincadeira. e pra um primeiro post, resolvi ser boba o suficiente pra falar de mim.

sou feliz! tô rindo sempre. já, agora, agorinha mesmo, pode apostar, enqto vc lê, devo estar rindo por aí. as razões aceitáveis pela ordem mundial das pessoas oficialmente felizes, passam mto longe de mim. e às vezes eu mesma me irrito com essa felicidade descabida que eu teimo em sentir. racionalmente falando, acho sinceramente que eu não deveria ser feliz. nem eu entendo minha própria maneira boba de ser feliz por nada. mas outros incontáveis motivos me fazem irritantemente feliz. sou uma ‘feliz’ incorrigível. é um vício. e como não existe ainda estudo específico pra felicidade crônica, achei melhor avisar.. pode ser contagioso. é verdade que eu tb choro. tb me revolto. hipocrisia me dá nos nervos. tb fico com raiva. mta. criança morrendo de fome me dá uma revolta que não cabe em mim. e daí eu me sinto culpada pela minha felicidade ridícula. e fora isso, posso elencar centenas de motivos pelos quais sou insatisfeita. com tudo. com o mundo todo. mas é assim. acordo assim e vou dormir assim. até tento não ser feliz às vezes, tento mesmo. só pra ter o gostinho de ‘ficar feliz’. mas nem sempre consigo. sofro de felicidade crônica compulsiva. é mais forte do que eu.

 

música pra hoje: Halo – Beyoncé    http://www.youtube.com/watch?v=70AgyIEnBRE

leitura pra hoje: “Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa.” Clarice Lispector

bjo, pessoas!

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Vinicius Veloso Garcia
    jul 05, 2009 @ 01:02:12

    Muito bom o texto, e me identifico muito com isso de estar feliz o tempo todo, realmente somos incompreendidos..hahaha

    PS: um der pra mim que achei q tinha postado, mas na verdade escrevi o comentário mas esqueci do “Enviar Comentário”, um mero detalhe..hahahaha

    Responder

  2. crisspaiva
    jul 05, 2009 @ 01:08:53

    sim, sou eu mesma. só pra vcs se animarem pra comentar tb. não mordo, viu? só qdo pedem.

    Responder

  3. Paula
    ago 02, 2009 @ 18:48:26

    Oh! Acho até meio difícil viver sendo feliz! Fiz terapia por dois anos pra aceitar que tenho um bom marido, filhos excelêntes, grandes amigos, um esporte que adoro! etc, etc. Parece que tem que haver um sofrimento inerente, sei lá.

    Responder

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